sexta-feira, 18 de setembro de 2009

JUST ANOTHER ADVICE

1, 2, 3, 4, 5,

I know that life can be sometimes something not good enough, not clean enough

and I know that life is not a chance to be around and feel complete it´s not that

6, 7, 8, 9, 10,

you take care and be aware of greed, bad seeds

some guys you may fuck but you should know that just a few deserve your kiss, your lips

Share the stage with anybody else,
but don´t ride´em home
share the things you have in mind
and they´ll steal from you
before you realize

Share the stage with different guests,
but don´t ride´em home
share the things you have in mind
and they´ll steal from you
in front of your eyes

1,2,3,4,5,

d´you satisfy yourself by being such a freak, so sick?

Or you feel all right when people think that you´re a fuck who lost the grip, no leash

6,7,8,9,10,

don´t pretend you got yourself depressed, that´s sad

cause you´re just a spoiled kid and you don´t have a thing inside your head, too bad

Share the stage with anybody else,
but don´t ride´em home
share the things you have in mind
and they´ll steal from you
before you realize

Share the stage with different guests,
but don´t ride´em home
share the things you have in mind
and they´ll steal from you
in front of your eyes

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

ÓRGÃO DAS CERTEZAS

Ouço com as orelhas
Ouço com os ouvidos
Ouço os barulhos
De uma porta abrindo
Vou sair pra dentro
Abre e vou saindo
Entro enquanto saio
Vejo enquanto saio
Eis que então vem vindo

O coração me bate
O coração violento
Me bate tão, tão forte
Me bate sem carinho
Bate forte na boca
Bate na boca do estômago
Bate na falta de um cérebro
Bate no ausente sentido

O cheiro sobe quente
Inebria a mente da gente
Textura sobe no dente
Um dedo sozinho não sente
Mas o estômago fica sentindo
Rasga e joga sal grosso
Tempera a carne do insosso
Sempre ele, chorando ou sorrindo

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Apenas uma livre simples rápida impensada adaptação de um parágrafo.

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quarta-feira, 29 de julho de 2009

RUNNING OUT OF DREAMS

Were you planning to be pretty?
I should tell ya that ain't workin'
The ol'dream to be a rockstar is not a bit good
It's a desperate, sad adventure for noon and after that
Been workin' for a pounf coin
Cuz my children weren't fed

Just a young man sittin' beside an ol'team in the bar
But the elderly may spend... you cannot afford to lose any time
The janitor comes for the rent, late too many times
Ain't gonna make a new friend here
But you are under the eyes

Just another day in the city of dreams
Take time to pray, what you don't believe
Please come along and try to save us now
Time is passing by and I'm running out of dreams

domingo, 26 de julho de 2009

ALTO FLAGELO

Acordou com raiva do mundo,
perdido, sim, contrariado.
Acordou com raiva, desnudo,
sabia o que era, coitado.
Despertou de sono profundo,
mas já sem ninguém ao seu lado
sentiu muita raiva de tudo,
passou todo o dia sentado.
Ter raiva de um mundo inteiro,
culpá-lo da insatisfação,
tardar em ser verdadeiro
e esperar nada em reação?
Todo tempo passa ligeiro,
nunca que passa é em vão!
Do tempo a gente é passageiro,
e dele não se tira perdão.

Ah!, não.

Sentir essa raiva viril,
sentir-se com tudo a perder,
sentir que o que tinha, partiu,
saber que o culpado é você...
Ver que o mundo lhe reagiu
aos atos que quis cometer,
ver o saldo do que feriu
com atos. Por fora, blasé.
Sentiu que ainda era tempo
e que a raiva lhe dava poder.
Pensou que se fosse correndo
alcançava de novo. O quê?
Pensou em ser tão violento,
provocou, mas ainda não vê:
provocou o próprio sofrimento
e chorou como quando bebê.

E chorou e se enervou lá do alto porque lá no alto e lá dentro sabia que a raiva que sentia era dele.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

DE UM QUANDO E NÃO ONDE

A falta de olhares não esconde
O que olhos alheios só vêem
Nós somos de um quando, não onde,
Até quando viver em porém?

A falta de excusas responde
Perguntas não brotam do além
Que a névoa persista e me ronde
Permita, no entanto, um que vem.

Estou ou sou tão diferente
Pois sou paciente demais
Creio estar mais conseqüente.

Se a presente ausência me traz,
A mim, que sou tão exigente,
Do que a presença é capaz?

Nós somos de um quando, não onde
E a olhos alheios, porém,
Não poupa os olhares, não esconde,
Sou eu ou todos vocês vêem?

Que a falta de excusas me ronde,
Perguntas que brotam, que vêm
Névoa persistente, responde,
Permite, portanto, um além?

Estou ou sou mais conseqüente
Pois sou paciente demais
Creio estar tão diferente.

Se a presente ausência é capaz,
A mim, que sou tão exigente,
O que a presença me traz?

ARRESTED

No friends
No sun
No drinks
No mum
No sex
No fun
Can’t sleep
No glam
Short food
Long fights
Short space
Long nights
No bed
No seat
That heat
No fan
No wind
Just sweat
No keys [kids]
No gaps [dads]
No life
No pain
No time
Just shame

You’re arrested
For the rest of your life
You’re arrested
You’ve got the right to be quiet



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Sem a menor pretensão de ser Nina ou Iggy, mas são as duas das três fontes de inspiração nesse caso. E abstraia a tosquice da gravação.

Ou melhor, compreenda.

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domingo, 19 de julho de 2009

NUNCA!, um soneto

Nunca! E nunca, nunca, vezes três!
Tens que ver, é infinito, oposto
Assim sendo, digo e faço gosto
Nunca! E nunca, nunca, vezes três!

Tens que ver e me mostrar o rosto
E eu nunca mais farei o que te fez
Nunca, nunca, nada, um não cortês
Sobrancelha em riste, em lindo posto

Digas mais que nunca é proibido
Faz-me repetir o que te conduz
Até que insistente faz sentido

Se nunca é proibido, então é luz
Faça o que quiser, nunca impedido
E nunca ao que sinto me reduz